Relatório 4 - Projeto Pioneer 1999 - Referente ao período de 8 à 10 de dezembro de 1999
Por Ana Cristina Camargo
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Organização da colônia
Crianças e velhos na colônia?
- O que eu penso em relação as crianças é que é exatamente o fato de elas não têrem mente, idéias e identidade moral formadas que as tornem mais flexíveis do que um adulto. Não sei se têm uma grande diferença em mandar crianças e nascerem lá. Mas talvez em primeiro momento, como você disse, pudéssemos mandar poucos adultos, para que eles tenham vários filhos. Ai sim essas crianças teriam muito mais facilidade de adaptação. Sem falar na facilidade de transporte daqui para Marte, que seria muito mais fácil com 20 pessoas do que com 100.
- Ainda acho melhor as crianças nascerem lá do que irem já nascidas. E acho também que 20 pessoas é um número muito baixo para sustentar uma colônia. Imagine que será necessário cientistas (para pesquisa), engenheiros (todos os ramos para manutenção e construção das redomas, módulos e plantações), médicos, psicólogos, físicos e etc. Todos devem passar por rigorosos testes físico e psicológicos antes de partirem.
- Não concordo com o Avishek a respeito dos primeiros colonos. Não acho que idosos deveriam ser enviados, principalmente pela sua fraqueza física. Pensem nos problemas de saúde que poderão haver e isso pode resultar em dificuldades e até mortes não previstas. No entanto, seria importante a presença de velhos porque possuem experiências de vida que podem auxiliar a colônia na resolução de alguns problemas. Mas ainda acho que eles não deverão ser enviados.
- Com relação as crianças, se não as levarmos, deveríamos portanto dar preferência a casais que não tenham filhos ou pessoas solteiras. Não sei se podemos levar 20 pessoas como o Pita sugeriu mas acho que devemos respeitar as ordens e levar as 100 pessoas previstas no início do projeto.
- O previsto no inicio do projeto era uma colônia para 100 pessoas. Não foi mencionado que essas 100 pessoas teriam que vir da terra. Se levássemos apenas 50 pessoas (concordo, 20 é muito pouco) sendo que dessas 50, 25 mulheres já estejam gravidas de gêmeos. Pronto! 100 pessoas.
- Realmente, Jecel, acho que é bem por ai a realidade da colônia. As crianças são mais adaptáveis. Alias, acho que são as únicas adaptáveis. Não acredito que adultos se adaptariam ao ambiente da colônia, mesmo com o trabalho árduo de alguns psicólogos e etc... Bom, quanto as crianças ficarem traumatizadas, eu não sei.... vou me informar e volto a mandar uma mensagem para a lista.
-
Eu falei com minha irmã que é psicóloga, e talvez seja interessante
compartilhar a visão de alguém dessa área. Segundo ela, é praticamente
impossível um adulto, que já tenha vivido na terra, se adaptar à colônia,
mesmo que essas pessoas sejam voluntárias. O mais grave problema q atrapalha a
adaptação é o fato que os voluntários nunca mais voltarão para a Terra. Se
mandássemos apenas alguns casais e
esses tivessem filhos, tudo seria mais fácil. Os pais teriam um motivo extra (e
muito forte) para se adaptar: o instinto materno. E os filhos, nascidos em marte,
não teriam grandes problemas para de adaptação.
Será que essas crianças ficariam traumatizadas? O problema que essas
crianças iriam enfrentar seria as lembranças terrenas guardadas no
inconsciente coletivo (Jung). Essas lembranças certamente seriam muito
contrastantes às condições da colônia. Isso poderia causar algum problema de
fundo psicológico, mas nada
muito grave, se comparado as pessoas que já viveram na Terra. Os habitantes
ideais seriam a segunda ou terceira geração de crianças marcianas, pois as
lembranças terrenas estariam bem mais sutis. E ai, o que vocês acham?
Profissões na colônia
- Ao meu ver, não deveríamos levar só "intelectuais" em geral. Como acontece aqui na Terra todas as profissões são interrelacionadas. Não há profissão simples ou menos importante, eu acho que todas são igualmente importantes.
Redoma - material
- Hoje em dia existem muitos materiais da tecnologia aeroespacial que podem ser usados para a redoma com mais eficiência que o pirex e o aço. Este último por exemplo se torna quebradiço com a alta amplitude térmica de Marte, isso pode trazer sérios problemas para a colônia. Já pensou se esta redoma rachasse ? É preciso pensar também que a redoma precisa ser construída de material isolante para manter a temperatura interna estável. Quanto aos prédios que mencionou, na minha opinião isto é um pouco complicado por causa da presença de ventos em marte (144km/h), dependendo da altura deles, deverão ser estacados no solo marciano exatamente como se faz aqui. Este processo se tornaria muito oneroso. Para isso sugiro os módulos já mencionados pelo Airton.
- Prestem atenção que este material do qual a gente esta falando é o vidro. Existem materiais que dilatam menos que o vidro (como o pirex). E a redoma não vai ser só de vidro (ou derivados). Eu estava pensando em fazer uma estrutura de ferro ou aço com vidro entre as "colunas". Sem dizer que a colônia inteira não vai ser só uma redoma. Eu estaria pensando em um "prédio", onde estariam os dormitórios e os laboratórios e uma redoma na cobertura dessa construção. O que vocês acham?
Fontes de energia
- Acho que a energia geotérmica seria a ideal em Marte porque lá não faltam vulcões nativos (aumenta a segurança e a estabilidade) e o custo de manutenção e de implantação é baixo, e tem ainda uma produtividade razoável. Referente a energia nuclear, a tecnologia é recente....mas o que importa é que a tecnologia já existe! Eu vou dar uma pesquisada mais a fundo nisso (é que eu, até agora, não consegui arranjar nada sobre o tal `tório`, se alguém puder me ajudar...agradeceria! ). Veja o caso da energia geotérmica... estávamos com medo de usá-la por ainda não manuzeármos muito, e acabamos descobrindo que ela é extremamente usada em dois países!
- A minha única duvida era em relação aos vulcões ativos ou inativos, mas agora que recebi a confirmação que ainda existem vulcões ativos em marte, defendo a idéia de que a energia geotérmica seria uma ótima fonte alternativa.
A
questão da água no planeta Marte
- Estive pensando que ao invés de os colonos ficarem derretendo água, seria melhor que a água fosse sempre reciclada, que nem naquele filme Waterworld, pois os recursos de água, apesar de serem grandes, não são ilimitados. (não foi colocada a referência desta informação sobre quantidade de água em Marte, a qual não condiz com a realidade)
- Acho que a distribuição de água será feita por meio de tubos, torneira, bombas e coisas do gênero.
A língua oficial da colônia
- Eu estava pensando no inglês também...alguma nação tem que `sofrer` com a dificuldade da língua, e hoje em dia a inglesa é a mais universal....além do mais, não sei se é muito difícil achar orientais com inglês fluente hoje em dia...seria bom, ou pelo menos aconselhável, que os habitantes já tivessem algum vinculo forte com a língua, para evitar ao máximo as dificuldades de comunicação....
-
Utilizar o inglês como a
primeira língua dos "marcianos" deve ser tudo o que
os Estados Unidos querem certo ? No entanto, será que o mundo realmente quer
que isso aconteça ?? Tudo depende de quem vai financiar o projeto. Se for os
EUA tudo bem, o mundo não tem nada a ver com isso mas se diversos Estados
estiverem financiando o projeto, talvez devêssemos optar pelo
esperanto (com certeza os russos e chineses não vão gostar nada de se
submeter a língua americana). É
bem provável que esse pensamento esteja incorreto. Por favor, me corrija se
assim o for.
-
Eu também não queria que uma colônia em Marte, representando o `glorioso´
Homo sapiens falasse
inglês. Mas não temos como negar que é uma língua
razoavelmente difundida hoje em dia, e não é tão difícil de aprender. Mas,
lendo sua mensagem, me lembrei de uma coisa.... Minha irmã tem um amigo japones
(não fala português), que estava aprendendo inglês. Quando esse amigo dela
conheceu o português, achou muito mais fácil q o inglês, pois não ha grande
variação fonética do mesma letra, como no inglês. (o que dificultava o
entendimento do inglês) Seria interessante saber a opinião de orientais... vou
dar uma pesquisada e respondo de volta... Mas acho que o esperanto é melhor sim.
As plantas em Marte
- Temos que pesquisar as plantas que consomem pouco oxigênio e fazem muita fotossíntese, e ainda saber o quanto de energia é necessário para dissociar o dióxido de carbono...
O Lixo na Colônia
- Também acho que o lixo não orgânico deveria ser acumulado em solo marciano e quem sabe se no futuro ele não e reciclado pela própria colônia ? Pensei também se o lixo orgânico não podia ser usado como adubo para as plantações, levando em conta que o solo original devera ser manipulado
- Tinha pensado a mesma coisa que você para conseguir eliminar o lixo e ao mesmo tempo produzir energia...mas o Jecel me lembrou que , para queimar o biogás, será preciso oxigênio, que se encontra a 0,13% na atmosfera marciana...então será preciso economiza-lo um pouco...mas se chegarmos a conclusão que a produção de oxigênio não será tão difícil e cara, a meu ver, seria uma boa alternativa os biodigestores, porem, me auto corrigindo, para a produção de pouca energia...O que você acha?
- A parte orgânica do lixo poderia ser utilizada na produção do biogás. Este poderia ser utilizado como combustível de carros (se tiver isso lá ). Agora com a parte não orgânica é problema.
A questão emocional dos colonizadores
- Somado os problemas da estação ao problemas de comida e etc, acho que ninguém ia aguentar morar lá. Ainda mais se não houvesse perspectiva de volta. É como se ficássemos o resto de nossas vidas confinados numa gaiola com comida ruim e ar ruim... Isso é um problema sério, que eu acho que nem uma `seleção´ de candidatos com um razoável equilíbrio emocional resolveria.
Dicas
e comentários gerais
Professores
- Muito bem lembrado o trabalho do Carlo Rubia. Além de ele ser Nobel é um pacifista e humanista. Ele foi um dos caras que mais se preocuparam com o acidente em Chernobil. Você poderia passar a referência do Estadão. Poderia aproveitar e dar uma olhadinha na Web sobre o assunto. Caso decidirmos que a melhor forma de obter energia é pela via nuclear é importante tentar descobrir qual dos tipos de reatores é mais fácil de levar até Marte. Lembre-se que ele deve ir pronto.
Airton
-
Vocês estão indo pelo caminho certo nas discussões, mas será que estão usando os termos certos? O problema em Marte, e no
Space Shuttle, é baixa pressão ou baixa gravidade... ou os dois? Tenham
certeza de que vocês estão usando a unidade correta, senão vai ficar confuso.
Cristiana
- Acabei de publicar o terceiro relatório de avaliação do projeto da professora Ana Cristina. Eu sugiro fortemente (isso não é um convite, é intimação) que todos leiam (está na sessão HOW - Progress Reports) para verem onde estamos até agora em nossas discussões, o que falta para os dados serem considerados fidedignos. Assim a gente evita de repetir algumas questões. Também os intimo a já começarem a organizar seus grupos, para começarem a sintetizar toda a informação já discutida e já irem pensando na apresentação que farão. Usem o fórum para agora trabalharem de maneira mais focalizada, e cada grupo já ir pesquisando dados mais pertinentes ao seu objetivo (lembre-se das perguntas especificas que cada Team tem que responder.... veja sessão What).
Cristiana
- Uma coisa me veio a mente: energia eólica ->moinhos <-> ventos <-> poeira lubrificação.
Airton
-
Habitantes x crescimento da colônia = instalações modulares. Pensem
nisso.
Airton
-
Pensando principalmente em nível de vegetais, devemos lembrar que
existem
plantas "de sol" , plantas "de sombra" e plantas
indiferentes...lembra? As de sol possuem um ótimo de fotossíntese em
intensidades luminosas elevadas quando comparadas com aquelas de sombra. Assim,
a intensidade luminosa interfere na taxa fotossintética de muitos vegetais. Mas
não é apenas este o fator limitante. Existem outros... Quanto a floração,
existem plantas de dia longo, plantas de dia curto e plantas indiferentes...
Veja esta parte do estudo de botânica em livros de segundo colegial (Amabis,
Cesar e Sezar, entre outros). Vamos pesquisar que tipo de plantas poderíamos
tentar levar para Marte...
Ana Cristina.
- Achar uma borracha que não se torne quebradiça a -50C (ou pior) não seria fácil. Uma outra opção e' dividir a cúpula em seções - dividindo em dez partes separadas por uma borracha ou algo assim) teríamos uma variação de tamanho de apenas 1mm em cada parte. Se alguém estiver pensando "pode ser por isso que fazem as janelas dos aviões pequenas", pode tratar de imaginar outra coisa pois existe um problema *bem* mais serio ai.
Jecel
Alunos
1.
Quanto ao crescimento da colônia com o passar dos anos, acho que ela
deve
ser construída em um tamanho relativamente grande para abrigar os atuais
habitantes e mais o inicio de uma geração futura. Nada impede que esta colônia
sofra manutenção (crescimento estrutural) por parte dos terráqueos a cada 50
anos por exemplo. E quanto a individualidade, acho que é essencial para os
habitantes terem recantos altamente personalizados, isso apesar de resultar em
altos custos. Será uma importante fator para reduzir conflitos internos. Achei
curioso o que mencionou sobre os Space Shuttle.
2. Nós precisaríamos de 394,5 KJ para dissociar 1 mol de moléculas de CO2. É uma quantidade elevada mas se conseguirmos fazer com que as plantas alcancem um alto poder "fotossintético", não precisaríamos nos preocupar em continuar a "quebrar" moléculas de CO2, pois as plantas fariam isso para nós.
3. Acho que não precisarei procurar em livro algum pois lembrei da maravilhosa aula que a senhora deu em nossa classe. Na Terra, a concentração de CO2 é de 0,03% do volume da atmosfera. Tal concentração é bem inferior à que a planta seria capaz de utilizar. Em condições idéias de temperatura e luminosidade, a taxa de fotossíntese aumenta progressivamente em função do aumento na concentração de CO2 no ar, até atingir cerca de 0,3%. A partir dai, aumentos na concentração de CO2 deixam de produzir aumento correlato na taxa de fotossíntese. Uma dúvida que me ocorreu foi a seguinte : há alguma maneira de elevar o poder fotossintético de uma planta estando no limite da concentração de CO2 ?
4. Existe uma "cidade" no Alasca chamada Barrow cujo funcionamento é bastante diferente do qual estamos acostumados ... Eu vou me informar um pouco mais sobre ela.
5.
Realmente os "alaskianos" devem ser um dos povos que mais
devemos ter
atenção na convocação dos colonos não se esquecendo é claro que eles
deveriam passar ainda pela bateria de testes psicológicos.
Perguntas que surgiram nesta etapa
1. Por que os reatores nucleares devem ir prontos para Marte?
2. Quais são exatamente os objetivos desta colônia?
3. O que é que os colonos vão fazer com todo o lixo e resíduos que produzirem? Eles têm que produzir uma quantidade mínima de lixo não-reciclável, e para isso toda a estrutura de produção e de consumo teria de ser voltada a isso.
4. Devemos manter a intensidade da iluminação igual à da Terra? Devemos iluminar durante a mesma duração do dia da terra(cerca de 30 minutos a menos que o de Marte)? A duração do dia interfere nos ciclos internos do corpo (como aquele circadiano)?
5. Qual será a taxa prevista de crescimento populacional? Como suprir este crescimento em termos de espaço, alimentos, infra-estrutura, etc? Realmente vocês me fizeram pensar nisso com suas colocações. (Cristiana Assumpção)
6. Ainda não esta comprovada que existe água no subsolo marciano não e mesmo ? Estou falando disso porque o Avishek disse que os recursos de água são abundantes.
7. Como será a distribuição de água na redoma, eu digo, vai ter um `mini-mar`, ou alguma coisa do tipo?
8. Há alguma maneira de elevar o poder fotossintético de uma planta estando no limite da concentração de CO2 ?
9. Não sei se o procedimento é correto mas pelo que eu entendi as plantas realizam fotossíntese somente ao dia certo ? Se nós colocássemos luzes artificiais criando um suposto "dia" quando na verdade é noite, esses vegetais talvez continuem a realizar fotossíntese certo ? Mas isso não aumentaria a capacidade de realizar fotossíntese mas sim o período pelo qual ela se estende. O que eu faço ?
10. A organização política dos "alaskianos" é invejável. Eles tem grande sentimento de cidadania e são realmente resistentes ao frio... Não seriam eles habitantes em potencial para nossa colônia?
11. Os problemas de osteoporose já surgiriam lá mesmo em Marte ou só quando eles voltarem a Terra (com maior gravidade e pressão)? Pois se eles forem ficar eternamente na colônia e os problemas só surgirem na volta para a Terra, talvez não seja necessário tanto empenho assim para combate-la...
12. Realmente o que eles farão com o lixo não reciclável? Bem como ainda não descobriram nenhuma bactéria no solo marciano ele dificilmente iria se decompor fora da redoma. Queimar ou usar para fabricar biogás acho que também não daria certo pois poderia consumir nossos limitados recursos de oxigênio. Envia-lo para a Terra, Sol, etc. sairia muito caro. Então acho que a saída mais fácil e barata seria deixa-lo acumulando no solo marciano mesmo. Marte tem bastante espaço desocupado que poderia abriga-lo. Mas não sei se essa é a melhor saída. Então por que não levar junto com a tripulação, microorganismos terráqueos decompositores?
Tarefa passada para os alunos
- Para aqueles que vão viajar e querem levar algo sobre Marte, a partir da semana que vem já estarei com os cinco volumes do livro que mostrei para vocês na apresentação (Thiago, o seu está aqui também). Já comprei os livros, que estão na biblioteca para tombamento.
Airton
Sites indicados nesta etapa
http://zebu.uoregon.edu/1999/phys161.html
http://zebu.uoregon.edu/1996/ph162/overview.html
Avaliação geral desta etapa do projeto
A. Avaliação pedagógica do processo
Nesta etapa do projeto, esperava-se maior quantidade de referências de fontes pesquisadas por parte dos participantes, mas observa-se que a abstração infundada e a imaginação ainda imperam em discussões. O maior questionamento dos alunos aos professores envolvidos nos projetos pode ser uma consequência da cobrança de referências sobre os participantes. Parece existir uma resistência perante a busca autônoma de informações e conhecimentos, fato que merece maior atenção.
Comparando-se este relatório com os três anteriores, pode-se verificar que o número de questões gerais decresce do primeiro para o segundo relatório, mantendo-se praticamente constante a partir deste momento, como mostra gráfico abaixo. É importante notar que o número de respostas a estas questões permaneceu muito baixo, indicando pouca pesquisa e muita curiosidade por parte do grupo.

Com relação às orientações feitas pelos professores aos alunos, percebe-se um significativo aumento no número de dicas e reflexões direcionadas aos participantes do relatório 1 ao 4, as quais não foram respondidas até o dia 11 de dezembro, data de conclusão deste documento.
B. A organização geral da colônia
Existe uma nítida preocupação em selecionar quem deverá ir para Marte, principalmente no caso de incluir ou não crianças. Desde as primeiras discussões, a parte psicológica dos colonizadores tem sido bastante considerada.
Na parte relativa à língua oficial da colônia, os comentários surgidos mostraram certa negatividade quanto a adoção do inglês, uma vez que a colônia seria universal.
Na questão relativa a fonte de energia, existe maior expectativa de aceitação entre energias geotérmica e nuclear, uma vez que estas duas foram as mais citadas até o momento. As demais fontes de energia parecem ter sido descartadas, mas por razões ainda não justificadas cientificamente.
Nota-se na parte de ambiente e atmosfera de Marte a preocupação em se entender melhor o processo fotossintético dos vegetais, no sentido de se tentar garantir um bom nível de oxigênio na colônia, no interior das redomas.
A questão do material que irá compor a redoma esta sendo discutida com base em mais dados, porém de fontes de pesquisa ainda não citadas pelos participantes.
Nesta etapa do projeto, não ocorreram discussões sobre as questões relativas a econômia, política, leis, localização e transportes da colônia, levantadas em etapas anteriores.
Ana Cristina Camargo.